quinta-feira, 21 de julho de 2011

Atividades Matemática e Português



Numa tarde ensolarada, João e sua mãe saíram a passeio pelas alamedas da vizinhança em direção à praça. João se divertia pedalando a nova bicicleta que ganhara de Natal, enquanto sua mãe admirava-o com orgulho. Lá chegando, a mãe acomodou-se em seu banco predileto enquanto João circulava animadamente ao redor da praça. Por alguns instantes a mãe não o enxergava, oculto pelas grandes árvores, mas ficava sossegada, pois conhecia a habilidade de João. Cada vez que passava pelo banco da mãe, João acenava e ela olhava-o envaidecida. Depois de passar várias vezes pela mãe, o menino resolveu demonstrar aquilo que tinha aprendido. - Olhe, mamãe, estou dirigindo a bicicleta sem uma das mãos! - Muito bem! Alguns minutos depois, o filho volta dizendo: - Mamãe, sem as duas mãos! E a mãe apreensiva, lhe diz: - Cuidado, querido, não a deixe embalar na descida. Mais alguns minutos e ela se vira à direita para vê-lo, vindo em sua direção. Agora, equilibrando-se sobre a bicicleta: - Veja, mãe, sem um pé! E na volta seguinte: - Mãããeee, sem os dentes!! Pobre Joãozinho... Marque X na resposta certa: a) O texto fala sobre: ( ) As aventuras de João com sua bicicleta. ( ) O tombo de João. ( ) A mãe de João. ( ) A vida de João b) A história acontece: ( ) Numa rua movimentada. ( ) Num parque da cidade. ( ) Numa praça. ( ) Numa vila. c) A mãe de João estava apreensiva por que ( ) O menino não queria ir embora. ( ) O menino poderia cair da bicicleta. ( ) O menino tinha desaparecido. ( ) O menino não sabia andar de bicicleta d) O texto termina dizendo "Pobre Joãozinho" por que ( ) O menino quebrou a perna. ( ) O menino chorou para mãe. ( ) O menino caiu da bicicleta e quebrou os dentes. e) O nome João é um substantivo: ( ) próprio ( ) comum f) A palavra bicicleta é um: ( ) adjetivo ( ) substantivo comum ________________________________________________________________________________________________ A coruja e a águia Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes. — Basta de guerra — disse a coruja. — O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra. — Perfeitamente — respondeu a águia. — Também eu não quero outra coisa. — Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes. — Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes? — Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus. — Está feito! — concluiu a águia. Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto. — Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os. Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves. — Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste… Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece. Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Brasiliense, s/d, 20ª edição. CONSTRUINDO O SENTIDO DO TEXTO 01. Quem são os personagens principais? 02. A fábula tem algumas características especiais. Quais são elas? 03. Como a coruja descreveu seus filhotes? 04. Por que a águia não reconheceu os filhotes da coruja? 05. Segundo a moral, há uma diferença no modo de as pessoas perceberem as outras. Explique. 07. Transcreva uma fala de cada personagem do texto: 08 - Leia novamente o texto A coruja e a águia e assinale as alternativas corretas 1) Um dia quando a águia estava caçando encontrou um ninho com: a) dois filhotinhos lindos c) dois filhotinhos horríveis b) três filhotinhos lindos d)três filhotinhos horríveis 2) A coruja disse para a águia que seus filhotes eram: a) lindos e tristes c) lindos e alegres b) alegres e feios d) feios e tristes 3) A águia quando encontrou os filhotes da coruja não os reconheceu porque: (a) achou-os muito bonitos (c) eles estavam dormind (b) eles eram horríveis para a águia (d) eles estavam piando muito alto 4) A moral “ Quem ama o feio, bonito lhe parece”, nos ensina que: a) Não devemos amar as pessoas feias b) Quando gostamos de alguém, mesmo que ela seja feia nos parecerá ser bonita. c) O amor torna as pessoas mais feias d) A beleza não é tudo. 5) A razão para a coruja considerar seus filhotes muito bonitos é porque: (a) era cega (b) era muito convencida (c) não enxergava muito bem (d) era a mãe deles 6) Essa história trata especialmente de: a) incompreensão (b) mentira ( c) esperteza (d) ingratidão 7) Esse texto é: (a) uma poesia (b) Texto informativo (c) um conto de fadas (d) uma fábula VOCÊ SABIA? Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das dezenas de varições feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC. Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC. Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada. Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine. José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948). Escritor, contista, dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento. ---------------------------------------------------------------------------------------- Menina bonita do laço de fita Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar. E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela... Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou: - Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: - Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina... O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: - Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: - Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina. O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto. - Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: - Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina. O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: - Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha? A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse: - Artes de uma avó preta que ela tinha... Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar. Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça. Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado. E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava: - Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? E ela respondia: - Conselhos da mãe da minha madrinha...

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